Saúde do couro cabeludo

CALVÍCIE TEM TRATAMENTO?

26/01/2018 por Eduardo Motta

ALOPECIA ANDROGENÉTICA, CALVÍCIE
ALOPECIA ANDROGENÉTICA, CALVÍCIE

26/01/2018

CALVÍCIE TEM TRATAMENTO?

por Eduardo Motta

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QUAIS SÃO OS RECURSOS DISPONÍVEIS ATUALMENTE NA TERAPIA CAPILAR PARA TRATAMENTO DE CALVÍCIE?

Olá pessoal,

Vamos iniciar o tema a ser discorrido com uma resposta: Sim, a calvície tem tratamento!!

alopecia androgenética (AAGA), conhecida também como calvície, é uma das causas mais comuns de queda de cabelo. Esse tipo de alopecia (que possui um fator genético e um hormonal envolvidos) pode atingir tanto o sexo masculino quanto o feminino, pois as causas estão associadas à etiologia (origem), com o fator genético sendo o principal, aos receptores androgênicos (porta de entrada nos folículos pilosos para o início do afinamento), e a um aumento da biodisponibilidade de hormônios androgênios (hormônios que acentuam as características masculinas), sendo que este último citado não é uma regra.

Por volta da década de 1950, foi desenvolvida uma escala que pontua o grau de evolução da calvície. Em meados de 1975, ganhou mais formas onde foi reafirmado e deixado bem claro que o quadro de alopecia androgenética é progressivo, e pode evoluir de forma rápida, levando até 10 anos até a forma final do quadro ou, tardiamente, 40 anos depois dos primeiros sinais. Abaixo segue a escala de evolução da calvície tanto em homens, quanto em mulheres:

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Escala de evolução da calvície em mulheres

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Escala de evolução da calvície em homens

Então, podemos interpretar através dos estudos e dos gráficos já construídos que existe uma possibilidade de tratar a alopecia androgenética, mas dentro desse processo, que é extenso, sabemos que há dois modos de ter sucesso nesse quadro:

  1. Quanto mais rápido o início do tratamento, melhor para alcançar resultados mais expressivos e com o máximo de preservação da qualidade do fio e do tempo que ele passa na fase de crescimento (fase anágena).
  2. Integrar recursos de áreas diversas dentro da saúde, desenvolvendo, assim, um tratamento vetorizado aumentando as chances de “blindar” os pontos negativos e aumentar os positivos em relação ao resultado.

Abaixo, alguns métodos de tratamentos, como o laser capilar, o microagulhamento e os tratamentos naturais (argilas e óleos essenciais) para alopecia androgenética (calvície) e seus efeitos:

Laser de Baixa Intensidade (LBI)

  • Promover o aumento de ATP (adenosina trifosfato): responsável por dar energia às nossas células e melhorar, assim, todo seu trabalho metabólico;
  • Anti-inflamatório: nesta alopecia, existe um inflamação subclínica (não perceptível a olho nu) envolvida e que precisa ser tratada;
  • Aumentar a circulação sanguínea: aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio ao folículo;
  • Indutor Biofísico de fatores de crescimento: estimular a mitose e o colágeno do folículo piloso, dando maior sustentação e resistência ao fio;
  • Fibrinolítico: diminui a rigidez do folículo piloso causado pelo processo microinflamatório presente na AAGA;
  • Bloquear a hiperatividade da 5 – alfa redutase: enzima que aumenta a produção do DHT (di-hidrotestosterona) hormônio responsável pela evolução da AAGA.

Recursos naturais e manuais, Argila, Óleos Essenciais e Massagem Capilar

  • Aumentar a circulação periférica local;
  • Diminuir a espessura das camadas mais superficiais, melhorando a entrega de ativos ao couro cabeludo;
  • Promover um relaxamento e também aumentar a flexibilidade no couro cabeludo;
  • Estimular o crescimento, melhorar processos inflamatórios e cicatrização com ativos naturais, que bem administrados possuem menor risco de efeitos colaterais.

Microagulhamento na Calvície

  • Produzir fatores de crescimento que atuam diretamente no folículo;
  • Aumentar em mais de 80% a permeação dos ativos presentes nos tônicos para tratamento capilar;
  • Aumentar a nutrição e oxigenação no folículo piloso;
  • Promover a formação de novos vasos.

Fizemos um estudo com a técnica de microagulhamento no último Congresso Internacional de Tricologia e Ciência Cosmética, realizado em outubro do ano passado, que inclusive foi premiado em primeiro lugar.

Espero que gostem e que entendem, meus caros leitores, é possível tratar e ter cabelo por mais tempo com muita qualidade. Até a próxima.

“Atualmente, graças aos avanços na área da saúde e tecnologia, temos disponíveis recursos que nos possibilitam uma melhor performance no tratamento da calvície, e inclusive com menos efeitos colaterais. E como o prof. Eduardo Motta mencionou em seu texto, quanto mais cedo se inicia o tratamento, maiores são as chances de sucesso e satisfação. Para quem tem histórico familiar (predisposição genética), oriento fazer um check-up anualmente com seu tricologista para que ele consiga detectar os primeiros sinais da calvície durante a dermatoscopia. Quando a falha já está perceptível a olho nu, significa que a alopecia já passou de seus estágios iniciais. Investigar outras causas também são importantes para que o tratamento evolua bem, pois é comum o paciente ter outras alterações sistêmicas que também estão impactando no cabelo. Quando ignoradas, o paciente pode não evoluir como esperado. Percebo também que quando o paciente é tratado de forma integral, as chances de sucesso são bem maiores. Por isso, contar com uma equipe multidisciplinar, onde cada profissional desempenha uma função específica e que pode colaborar com a conduta do outro, é de grande valia.”, comenta a Tricologista Dra. Anaflávia Oliveira, integrante da equipe médica da clínica Folyic.

 

Quer conhecer mais sobre os tratamentos capilares realizados pela nossa equipe multidisciplinar na Clínica Folyic?

Acesse www.folyic.com.br  ou ligue para (11) 2769-1796 / 96919-0354.

Referências Bibliográficas:
BRENNER, Mulinari, F; SOARES, I.F. Alopecia androgenética masculina: Revista de Ciências Médicas Campinas, v. 18, n. 3, p.153-161, 2009.
CONTIN, L, A.; Alopecia androgenética masculina tratada com microagulhamento isolado e associado a minoxidil injetável pela técnica de microinfusão de medicamentos pela pele. 2016.
SHAPIRO, J. Distúrbios capilares: conceitos atuais em fisiopatologia, diagnostico e tratamento. Editora Dilivros, Rio de Janeiro, 2015