Saúde do couro cabeludo

Alopecia Cicatricial (Irreversível)

10/12/2018 por Dra. Larissa Pitombeira

Alopecia Cicatricial - Blog FOLYIC
Alopecia Cicatricial - Blog FOLYIC

10/12/2018

Alopecia Cicatricial (Irreversível)

por Dra. Larissa Pitombeira

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SAIBA COMO A ALOPECIA CICATRICIAL LEVA A UM DANO PERMANENTE NO FOLÍCULO

O que é uma alopecia cicatricial, irreversível? 

A alopecia cicatricial está no grupo das perdas irreversíveis dos fios. Como o próprio nome diz, acontece uma cicatriz em determinada área do couro cabeludo, decorrente de uma situação primária (causa sistêmica) ou secundária (causa externa).

A maior parte das perdas foliculares cicatriciais são as primárias.

Nesse grupo as causas elementares são de processos inflamatórios e autoimunes, onde há a participação das células do sistema imunológico, atacando os folículos ou a pele.  Por exemplo: Alopecia Frontal Fibrosante, Líquen Plano Pilar e o Lúpus Discoide.

Ainda como causas primárias existem as congênitas e infecciosas, mais conhecidas como foliculites (¨espinhas permanentes¨ no couro cabeludo).

Interessante salientar que existe uma íntima relação de algumas alopecias cicatriciais primárias com a menopausa. Estudos demonstram associação com grupos que utilizaram com frequências produtos cosméticos com substâncias químicas sintéticas, como parabenos, oxibenzona e etc.

É bem comum acolhermos várias pacientes nesse período de mudança hormonal.

Já as causas secundárias podemos incluir as perdas decorrentes à queimaduras (inclusive aquelas causadas por alisamentos químicos inadequados) por micoses mais importantes, tumores em couro cabeludo e até doenças genéticas raras, as chamadas genodermatoses.

Quando suspeitar de que está em frente a um quadro de Alopecia Cicatricial?

  • Dor ou sensibilidade aumentada no couro cabeludo.
  • Coceira ou pinicação no couro cabeludo.
  • Vermelhidão no couro cabeludo
  • Fragilidade dos fios
  • Rarefação dos cabelos, muito comum na região frontal

Importante observar, que a dor, também conhecida como tricodínia, alteração da sensibilidade e prurido (coceira) do couro cabeludo são fortes sinais que indicam esse quadro cicatricial.

Vermelhidão e um aspecto brilhoso na área da perda dos fios também nos ajudam a pensar nesse diagnóstico.

Lembrando que também pode ser assintomático. Por isso, um check-up para prevenção é sempre bem-vindo.

Durante o exame físico, lançamos mão da nossa grande aliada: A tricoscopia!

Um exame não invasivo, feito no próprio consultório e que revela sinais bem característicos da destruição do folículo, de inflamações e infecções. Com ele, conseguimos avaliar melhor a situação e se a suspeita é alta, o segundo passo é a o exame anatomopatológico realizado pela biópsia de couro cabeludo para confirmação do diagnóstico.

O maior desafio para esse tipo de alopecia é o diagnóstico PRECOCE! Neste caso, é uma corrida contra o tempo, pois quanto mais cedo agirmos, maior a possibilidade de controle da doença. Com intuito de podermos reduzir ou interromper o processo autoimune, controlando a atividade da doença e assim impedirmos não só a progressão, como os próprios sintomas que incomodam tanto o paciente.

No arsenal de tratamento, podemos utilizar corticoesteróides tópicos, inibidores da calcineurina para regulação da reação imunológica, antibióticos, imunossupresores orais, antimaláricos e em situações especiais até imunobiológicos.

Na Tricologia, há uma gama de medicamentos fitoterápicos, linhas mais naturais, que também prescrevemos pra auxiliarmos na atividade imunológica dos pacientes.

Cuidados com falsas promessas. Dependendo do estágio da doença, não há tratamentos que consiga estimular o crescimento dos fios. Quando ocorre destruição do folículo, não há possibilidade de nascer fios mais. O objetivo nestes casos é apenas fazer com que a doença estabilize para que não haja evolução ou piora da mesma. O que muitas vezes, já consideramos um grande sucesso.

Por isso, a importância da avaliação de um médico especialista em cabelos para descobrir o que causou, em que estágio se encontra a alopecia cicatricial e início do tratamento com objetivo de controlar a progressão da doença.

Ajustes nos hábitos alimentares (excluindo alimentos que pioram a inflamação e incluindo os que melhoram a saúde intestinal), adequação de produtos cosméticos fazem parte do tratamento e são comumente subestimados. Acompanhamento psicológico ou terapêutico podem ser necessários.

Caso queira saber mais sobre o procedimento e esclarecer todas as dúvidas, entre em contato nos telefones abaixo e agende um horário! Estou te esperando e até breve.

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